A partir do ano que vem, as etiquetas nas roupas da Levi’s virão com uma recomendação a mais - doar a peça quando ela não estiver mais em uso - marcada com um destaque abaixo. A campanha é uma parceria com a organizaçao Goodwill e busca dar um fim mais adequado aos bilhões de quilos de vestuário que acabam parando nos lixões todos os anos. A novidade poderá ser vista a partir de janeiro nos EUA e mais tarde em escala global. in: http://promoview.com.br - 31/10/2009 - 7:10
01/11/2009
Etiquetas da Levi’s em campanha social
ENTREVISTA COM CONRADO ADOLPHO - AUTOR DO LIVRO "GOOGLE MARKETING"
Africa do Sul pode abrir as portas ao agronegócio brasileiro
O formando em Administração da ULBRA, Stephen Carswell, focou seu trabalho de conclusão (TCC) nas relações internacionais para ajudar uma indústria gaúcha a vender a um país ainda pouco explorado: a África do Sul. O conceito de marketing muitas vezes é distorcido pelo público em geral. No entanto, a questão passa a se tornar preocupante quando a empresa quer ampliar o seu negócio e não tem o correto conhecimento do que é marketing, colaboradores preparados ou, pior, receio de prospectar mercados. O resultado é o projeto que, se implantado, vai garantir 20% a mais no faturamento da empresa brasileira. Em breve ele embarca para o Reino Unido, onde deixou mais de 500 concorrentes para trás e faturou a bolsa de estudos na Leeds University, uma das maiores faculdades de negócios do mundo. O TCC foi um desafio para esse irlandês de nascimento, que ainda criança veio com os pais morar no Rio Grande do Sul. A característica centrada do britânico pode ter sido um aliado no desenvolvimento do trabalho, pois já de saída Stephen nem imaginava qual empresa serviria de “cobaia”. Após o apoio de uma consultoria, chegou à pequena indústria do interior gaúcho, fabricante de peças para tratores e implementos agrícolas. O segundo passo foi convencer seus gestores a abrir as portas para a pesquisa. A ÁFRICA VAI PLANTAR MAIS - Com a permissão, Stephen fez um complexo estudo da empresa, seus clientes e diagnosticou um plano de marketing internacional. Se ela já exportava seus produtos para alguns países da Europa e América Latina, então onde estaria o novo mercado? O “insight” não demorou: África do Sul! “Há investimentos e a agricultura vem crescendo por lá. É um mercado com grande potencial e ainda pouco explorado”, comenta. Para ter essa certeza, o aluno da ULBRA passou a investigar profundamente o país da Copa de 2010. Entre os aspectos verificados estão a legislação e as características socioeconômicas do país. Stephen descobriu a carência no setor agrícola, após contatos com africanos ligados ao segmento, distribuidores de peças e fabricantes de máquinas e implementos. A partir desse levantamento, propôs um plano de marketing, que passa pela capacitação do quadro funcional da empresa gaúcha e posterior participação em feiras na África do Sul, desenvolvimento de site, folderes e outras ferramentas de divulgação. Após implementado, o projeto resultaria no acréscimo de 20% ao faturamento dos brasileiros. MESTRADO NA INGLATERRA – Mesmo satisfeito com a pesquisa e a conclusão do curso de Administração, Stephen quer aprender mais. Ele lamenta a inexistência de graduações brasileiras focadas em Marketing Internacional e deve retornar à Grã-Bretanha em algumas semanas. Entretanto, não irá para uma costumeira visita aos parentes irlandeses, mas sim à Inglaterra, onde na Ledds University obteve bolsa de estudos em uma das principais pós-graduações do gênero no mundo. A universidade britânica atrai 75 novos alunos a cada ano de países como China, Chipre, França, Gana, Grécia, Hong Kong, Índia, Japão, Jordânia, Coréia, Rússia, Taiwan, Turquia, Ucrânia e Reino Unido. Stephen se diz grato ao conhecimento adquirido na ULBRA e reivindica maior atenção das autoridades à educação no Brasil. “Na Europa nós começamos o ensino fundamental aos quatro anos e de maneira integral, com aulas de manhã e a à tarde”, comenta. Ele diz ter estranhado no início, ao se deparar com colegas de mais idade. “Aqui, por questões socioeconomicas, grande parte das pessoas só consegue obter formação superior mais tarde”, lamenta. Stephen vai começar o mestrado com apenas 21 anos. Muitos mercados ainda vão ser explorados por ele. Isso é marketing. Fonte: ACS Canoas - Imprensa Ulbra
24/10/2009
Os filhotes do Google

Ralphe Manzoni Jr.
Na manhã da segundafeira 19, o executivo Marcelo Sant´Iago publicou no seu Twitter: "Big day today" (Hoje é um grande dia, numa tradução literal). Horas depois, era comunicado ao mercado que a MídiaClick, empresa que comanda, estava sendo adquirida pela iProspect, companhia do segmento do mercado de marketing de busca, pertencente ao grupo inglês Isobar, o mesmo que comprou a AgênciaClick em março de 2007. Ela está presente em mais de 22 países.
Com a aquisição, abre o seu primeiro escritório na América Latina. Preste atenção neste outro fato: Roberto Grosman tinha o emprego dos sonhos. Era funcionário de uma das empresas mais admiradas do mundo e comandava a rede de parceiros de conteúdo do Google na América Latina. Depois de dois anos trabalhando na companhia, Grosman a deixou, em 2008, para voltar para a F.biz, empresa que ajudara a criar no começo de 2001. "Achei uma oportunidade para fazer a empresa crescer", diz ele.
US$ 5,1 bilhões foi o valor gasto em busca nos EUA no primeiro semestre de 2009, de acordo com a PricewaterhouseCoopers
A MídiaClick e a F.biz fazem parte de uma nova geração de empresas que crescem na esteira do sucesso do Google e de outros buscadores, como o Bing, da Microsoft. São agências digitais especializadas em gerenciar e administrar campanhas de links patrocinados e de entender como o Google classifica os seus resultados de buscas.
"O Google, os portais, o e-mail e o Orkut são os maiores geradores de tráfego da internet brasileira", afirma José Calazans, analista do Ibope Nielsen Online, empresa que mede a audiência da web no País. É por este motivo que uma das modalidades que mais crescem na publicidade online são os anúncios em buscas. No primeiro semestre de 2009, nos EUA , de cada US $ 100, US $ 47 foram para publicidade em busca, de acordo com dados da Price-waterhouseCoopers, o que representou US $ 5,1 bilhões em investimentos.
No Brasil, as informações são incompletas. De janeiro a junho, a publicidade online arrecadou quase R$ 400 milhões, segundo o projeto Inter-Meios. O problema é que estes dados deixam de fora o Google, que não revela seus números. Especialistas do segmento ouvidos por DINHEIRO estimam que o faturamento anual do Google seja de aproximadamente R$ 500 milhões. Esta é a fatia pela qual brigam as agências de marketing de busca.
E elas têm se multiplicado rapidamente. Veja o caso da Mídia Digital, uma das maiores empresas do segmento. Ela negocia e administra R$ 60 milhões por ano em campanhas de links patrocinados de seus clientes. "Desde 2004, estamos crescendo a taxas anuais de 90%", diz Guilherme Gomide, fundador e presidente da companhia.
A expansão foi tão grande que o executivo criou há pouco mais de 18 meses a i-Cherry, uma nova empresa só para atuar nesta área. "Não sentimos a crise", declara Alexandre Kavinski, CEO da i-Cherry, um dos pioneiros de marketing de busca no Brasil. Não é diferente com a Cadastra, empresa criada por Thiago Bacchin, em Porto Alegre (RS), em 2000, quando a forma mais comum para aparecer no resultado de um site de busca era cadastrá-lo nos diversos mecanismos existentes na época.
"Dobramos a quantidade de funcionários em 2009", diz o executivo. A área de marketing de busca da F.biz vai crescer 70% neste ano. "É muito fácil mostrar resultado", declara Roberto Grosman, que é sócio da empresa. E o que pode explicar este crescimento? "A internet é onde o consumidor está atualmente", afirma Carlos Alves, diretor de marca e de marketing digital para a América Latina do banco HSBC. "Se não atrairmos visitas aos nossos sites, estamos perdendo um grande volume de clientes."
É o que faz o site de leilões online MercadoLivre.com, que, segundo especialistas consultados pela DINHEIRO, é uma das empresas que mais investem em links patrocinados no Brasil. "Trabalhamos com mais de cinco milhões de palavras", afirma Helisson Lemos, diretor de marketing da companhia. Desde 2002, a empresa compra palavras-chaves no Google. Nos últimos três anos, o investimento cresceu 300%.
A aquisição da MídiaClick pela iProspect é um sinal de que o mercado brasileiro de buscas está aquecido. É também um indicativo de que outras empresas internacionais devem desembarcar no Brasil ao longo de 2010. Dominado por companhias nacionais, até agora apenas a Media Contacts, do grupo franco-espanhol Havas Digital, atuava no País.
Há mais sinais de fumaça no ar. A subsidiária local do Google é a que mais cresce no mundo. A previsão é de que aumente em 80% o seu faturamento em 2009, segundo dados revisados em maio pela empresa. Na próxima vez em que o site de sua empresa estiver com número baixo de visitas ou de vendas, saiba que é a hora de procurar um novo rumo. Na internet, você já sabe onde encontrar.
24.10.09
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